Mestrandos do PPGCA/UPF criam sistema que detecta molhamento foliar em culturas

Projeto é um dos finalistas na Competição Intel de Sistemas Embarcados 2015 e foi pensado para auxiliar produtores rurais a controlar doenças

O molhamento das folhas de diversas culturas é um dos principais fatores que propiciam o desenvolvimento de doenças em lavouras. Pensando nesse problema, mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada da Universidade de Passo Fundo (PPGCA/UPF) estão desenvolvendo um sistema de detecção para monitoramento dessa variável. O projeto é um dos finalistas da Competição Intel de Sistemas Embarcados 2015 e foi pensado para ser uma alternativa eficiente, mais acessível e com maior vida útil, em relação aos produtos já existentes no mercado.

O professor Dr. José Maurício Cunha Fernandes, juntamente com o professor Dr. Willinghton Pavan, coordena a pesquisa. Ele explica que o projeto teve início com a chegada de cinco placas Galileo que a Universidade recebeu da empresa Intel. A partir de então, a instituição inscreveu projetos na Competição. Os acadêmicos que desenvolveram a pesquisa são Maurício Karrei, Renato Weiller Dallagasperina e Thiago Benvegnú.

Como funciona

A partir da placa Galileo, é formada uma rede de sensores coletores de dados meteorológicos (tais como temperatura, umidade relativa do ar e chuva). Conforme as variáveis são alteradas ou apresentam padrões pré-estabelecidos, o sistema aciona uma câmera que capta a imagem das plantas e verifica se existe molhamento ou não. O sistema permite que se monitore uma área a qualquer momento. “Quando é detectado o molhamento, além de termos o indicativo, sabemos o quanto está molhado”, acrescenta o professor Pavan. Até o momento, os testes foram realizados em ambiente controlado e, em breve, devem começar a ser testado em plantas.

A detecção da presença de água utiliza técnicas de processamento digital de imagens, método que se aproxima da visão humana. Além de gerar estimativas de período de molhamento foliar, estima-se também a quantidade de água presente, podendo essas informações ser utilizadas para determinar o risco de ocorrência de doenças. Visando à possibilidade de uso nos mais variados locais, a rede de sensores é alimentada por energia solar.